48ª Mostra de São Paulo acontece de 17 a 30 de outubro

48ª Mostra de São Paulo acontece de 17 a 30 de outubro

A sessão de abertura será dia 16 de outubro e contará com a exibição do filme “Maria Callas”, de Pablo Larraín; A Mostra ainda exibirá “Anora”, de Sean Baker, e vencedor da Palma de Ouro de Cannes 2024

No mês de outubro, a capital paulista recebe um dos mais tradicionais eventos de Cinema do país. De 17/10 a 30/10, acontece a 48ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo que exibirá mais de 400 filmes de 82 países, em espaços culturais e Centros Educacionais Unificados (CEU’s), distribuídos pela cidade, além de sessões gratuitas e ao ar livre. A abertura ocorrerá no dia 16 de outubro com a exibição de Maria Callas, filme protagonizado por Angelina Jolie e dirigido por Pablo Larraín.

Nesta edição, a Mostra homenageia o cineasta indiano Satyajit Ray, através do cartaz que traz uma arte criada pelo artista para o storyboard de seu longa, A Canção da Estrada (1955), além da exibição de filmes realizados por ele entre 1955 e 1966. Assim como Ray, a produção cinematográfica indiana será um dos destaques deste ano com a presença de 30 filmes do país na programação e a participação de diretores, atores, produtores e distribuidores da Índia no evento.

A Cinemateca Brasileira continua como um dos parceiros da 48ª Mostra e receberá o Encontro de Ideias Audiovisuais, composto pelo III Mercado, o VIII Fórum e o VIII Da Palavra à Imagem. Neles, acontecerão debates, exibições e lançamentos de livros. Na Cinemateca, também será realizado o Espaço Petrobras na Mostra, promovendo sessões especiais na área externa. Ainda, serão realizados masterclasses sobre a evolução do cinema indiano, o começo do audiovisual e adaptações de obras literárias para os cinemas. Todas essas atividades são gratuitas.

PROGRAMAÇÃO

A programação da 48ª Mostra de SP contará com a exibição de diversos filmes premiados nos principais festivais do mundo, entre eles, Anora, de Sean Baker, vencedor da Palma de Ouro do 77º Festival de Cannes, Tudo que Imaginamos Como Luz, de Payal Kapadia, que conquistou o Grande Prêmio do Festival de Cannes deste ano, Dahomey, de Mati Diop, que recebeu o Urso de Ouro no 74º Festival de Berlim, além de Dying – A Última Sinfonia, de Matthias Glasner, Grand Tour, de Miguel Gomes, O Brutalista, de Brady Corbet, Vermiglio, de Maura Delpero, Sujo, de Astrid Rondero e Fernanda Valadez, Memórias de um Caracol, de Adam Elliot, Happy Holidays, de Scandar Copti, Os Malditos, de Roberto Minervini, Holy Cow, de Louise Courvoisier, Vira-Lata, de Chiang Wei Liang e You Qiao Yin, Esta Minha Vida, de Sophie Fillières, Ao Contrário, de Jonas Trueba, O Maior Bocejo da História, de Aliyar Rasti, No Other Land, de Basel Adra, Hamdan Ballal, Yuval Abraham e Rachel Szor, O Banho do Diabo, de Veronika Franz e Severin Fiala, e O Vidreiro, de Usman Riaz. Já na Mostra Brasil, aproximadamente 60 filmes nacionais serão exibidos nas seções Apresentação Especial e Competição Novos Diretores.

PREMIAÇÕES

Os premiados serão os escolhidos da seção Competição Novos Diretores. Os mais bem votados do público serão submetidos ao júri para receberem o Troféu Bandeira Paulista nas categorias Melhor Filme de Ficção, Melhor Documentário e outras categorias que os jurados desejarem. Mais duas premiações também serão entregues no encerramento do festival: o Prêmio da Crítica para Melhor Filme Estrangeiro e o Prêmio Abraccine para Melhor Filme Brasileiro de diretores estreantes exibido na Mostra, mas que não tenha sido premiado pela Abraccine em outros festivais pelo país.

Todo ano, a Mostra também entrega o Prêmio Humanidade a figuras envolvidas corajosamente e de maneira sensível em causas humanistas, sociais e políticas importantes ao seu tempo. Em 2024, o homenageado será o cineasta haitiano Raoul Peck por sua obra que combate o racismo e está engajada em uma luta que não separa indignação e beleza. Seu filme Eu Não Sou Seu Negro foi indicado ao Oscar de Melhor Documentário em longa-metragem em 2017 e na Mostra será exibido Ernest Cole: Achados e Perdidos, longa inédito no Brasil e premiado como Melhor Documentário no 77º Festival de Cannes.

Para conferir a seleção completa dos filmes, detalhes da programação, valores de ingressos e mais informações, é só acessar o aplicativo exclusivo da 48ª Mostra de SP. Além dele, a plataforma Mobiload disponibiliza recursos de acessibilidade para 28 filmes da seleção. Também é possível saber mais, através do site https://48.mostra.org/ ou pelo instagram do evento @mostrasp . A 48ª Mostra de SP tem o patrocínio da Petrobras, Itaú, Sesc, SPcine, entre outras instituições.

MOSTRINHA

Uma das novidades é a realização da 1ª Mostrinha, voltada à infância e à juventude. Com pôster de autoria de Satyajit Ray, o mais novo segmento da Mostra SP, homenageará os 30 anos do Castelo Rá-Tim-Bum, programa da TV Cultura, e os 25 anos do filme homônimo de Cao Hamburger baseado na série. Também serão exibidos dois filmes sobre o Menino Maluquinho, em celebração ao escritor e cartunista Ziraldo, falecido em 2024. A sessão de abertura será com A Arca de Noé, de Sérgio Machado e Alois di Leo. Ao longo da Mostrinha, o público poderá conferir longas ainda inéditos no Brasil, mas produzidos em diversas partes do mundo e com passagem em vários festivais internacionais.

CINEMA PALESTINO

A 48ª edição também revisitará três filmes roteirizados e dirigidos pelo cineasta palestino Michel Khleifi. São eles: A Memória Fértil (1980), Núpcias na Galiléia (1987), vencedor do Prêmio da Crítica no Festival de Cannes e do Prêmio de Melhor Filme no Festival de San Sebastián, e O Conto das Três Jóias Perdidas (1995). Além disso, também serão apresentadas outras obras que abordam diversos olhares sobre o Oriente Médio como os filmes Contos de Gaza, do palestino Mahmoud Nabil Ahmed.

OBRAS RESTAURADAS

Na programação de obras restauradas, estará presente um dos primeiros filmes a abordar o racismo no Brasil: Também Somos Irmãos (1949), de José Carlos Burle, restaurado pela Cinemateca Brasileira. Além disso, serão exibidas cópias restauradas de Onda Nova – Gayvotas Futebol Clube (1983), de Ícaro (Francisco) C. Martins e José Antonio Garcia, exibido na 7ª Mostra e, logo em seguida, proibido pela censura, o curta inédito Auto de Vitória (1966), do baiano Geraldo Sarno, com a presença do cantor Tom Zé para debate após a sessão. E para homenagear o cineasta Rogério Sganzerla, a Mostra apresentará a versão digitalizada de Abismu (1977).

FILMES HOMENAGEADOS

Em comemoração aos 40 anos do lançamento de Paris, Texas (1984), de Wim

Wenders, o evento vai exibir a restauração digital do negativo original do

vencedor da Palma de Ouro do Festival de Cannes. Além dele, a Mostra vai homenagear os 20 anos de Os Educadores (2004), do diretor Hans Weingartner, que marcará presença na Mostra participando das sessões do longa restaurado. 

Também será exibida a nova cópia do documentário Tokyo Melody: Um Filme sobre Ryuichi Sakamoto (1985), de Elizabeth Lennard. E em memória aos 50 anos da Revolução dos Cravos, o público assistirá a cópia restaurada de Capitães de Abril (2000), de Maria de Medeiros, vencedor do Prêmio do Júri de Melhor Filme da 24ª Mostra. Após a exibição, será realizado uma bate-papo com a diretora.

PARCERIA SESC

Em mais uma edição, o Sesc promoverá o aguardado itinerário da Mostra, que acontecerá no período de 15 de novembro a 15 de dezembro, através das 10 unidades da instituição distribuídas pelas cidades paulistas de Araraquara, Piracicaba, Presidente Prudente, Ribeirão Preto, Rio Preto, São Carlos, Birigui, Sorocaba, Jundiaí e Campinas. Além disso, haverá sessões com obras em realidade virtual, disponíveis no Sesc 14 Bis, na Cinemateca Brasileira e no Metrô Itaquera.

Redação: Alana Gois
Edição: Vinicius Costa
e Natália Bocanera

Author

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *